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O Brasileiro desses últimos dias, contundente, assertivo e intrépido, discrepa daquele tímido, recuado e calado de até então.
As manifestações ocorridas pelo Brasil a fora, com milhares de pessoas nas ruas, protestando contra a corrupção, a desigualdade social, o mal uso do dinheiro público e a péssima qualidade dos serviços básicos de saúde, edução e transporte público, a um só tempo atestam a indignação do povo, a força mobilizadora das redes sociais e a linguagem que sensibiliza os políticos e os governantes. Ou seja, exausto de tanta interferência negativa e de tanto impacto ruim da gestão pública, constantemente marcada pela prática da violência institucional capitaneada pela corrupção e marcada pela impunidade, o povo, frustrado pela ida às urnas, decidiu ir às ruas, interferindo na rotina da nação e impactando a história com a demonstração pública de sua indignação.
É bem verdade que, no contexto de tão lúcida e, ao que parece, oportuna ação popular, emergem o vandalismo, a desordem, a depredação e a violência, a partir de uma minoria sociopata, que sulta em ambiências favorecedoras do anonimato, como as grandes concentrações populares. Embora triste e lamentável, as ações desta minoria não chegam a invalidar o ato popular, legítimo e democrático, do povo brasileiro, sempre paciente e bom.
Dentro desse denso caldo efervescente e a partir de tudo o que se vê nas ruas e do que repercute na mídia, identificamos facilmente alguns pontos de reflexão teológica muito importantes:
1. Quando a voz do povo não é a voz de Deus
Quando o que povo faz e diz nada mais é do que resultado de manipulação operada por forças de poder, quer seja político, econômico, midiático ou religioso, certamente nada tem a ver com Deus; tanto porque Deus não age através de manipulações, quanto porque Ele não se vale de mecanismos injustos e opressores para impor a Sua vontade.
2. Quando a voz do povo pode estar reverberando a voz de Deus
Não que o povo fala em nome de Deus, mas sim que o conteúdo de sua fala pode encontrar respaldo na revelação de Deus.
Assim, quando as massas vão à ruas clamando e exigindo o fim da corrupção por parte dos gestores públicos; uma melhor aplicação dos recursos públicos e o fim de práticas sociais injustas e opressoras; quando o povo reivindica o que é básico como educação, saúde e transporte, e chora as lágrimas do protesto por uma vida mais humana, digna e menos sacrificial por parte das camadas mais pobres; isso sim vai ao encontro do que aprendemos de Deus em Sua Palavra. Para constatarmos isto basta uma boa olhada em textos do Antigo Testamento, como: Deuteronômio 16:19; Romanos 12:21; Levítico 19:15; 2 Crônicas 19:7; Jó 5:16; Jó 19:7,22:23; Salmos 5:4;7:3;11:5; 64:6;92:15;125:3; Provérbios 16:8; 22:8; Eclesiastes 2:21; Isaías 58:6; Jeremias 22:13; Ezequiel 9:9; Habacuque 1:3 e Sofonias 3:5. Como também do Novo Testamento, como: Romanos 1:18,29; 2:8; 3:5; 6:13; 1 Coríntios 6:7; 13:6; Colossenses 3:25; 2 Tessalonicenses 2:10, 12; 2 Pedro 2:13, 15; 1 João 1:9; 5:17 e Apocalipse 22:11.
3. Quando a voz do povo de Deus não se faz ouvir
Em tempos como este que estamos vivendo, onde está a igreja de Jesus Cristo? Será que o seu papel é o de apenas assistir a história? Será que ela não tem nada a dizer? Qual é a sua mensagem para os manifestantes e para as classes dominantes do nosso país?
Será que podemos orar e pregar a Palavra de Deus com ousadia e amor, deixando claro que nós cremos no que cantamos no Hino 552 do HCC?

“Que estou fazendo se sou cristão?
Se Cristo deu-me total perdão?
Há muitos pobres sem lar, sem pão.
Há muitas vidas sem salvação.

Meu Cristo veio pra nos remir:
o homem todo, sem dividir.
Não só a alma do mal salvar,
também o corpo ressuscitar.

Há muita fome no meu país,
há tanta gente que é infeliz!
Há criancinhas que vão morrer,
há tantos velhos a padecer!

Milhões não sabem como escrever,
milhões de olhos não sabem ler,
nas trevas vivem ser perceber
que são escravos de outro ser.

Que estou fazendo se sou cristão?
Se Cristo deu-me total perdão?
Há muitos pobres sem lar, sem pão.
Há muitas vidas sem salvação.

Aos poderosos eu vou pregar,
aos homens ricos vou proclamar
que a injustiça é contra Deus
e a vil miséria insulta os céus.”

Onde está a igreja que prega aos homens ricos e proclama aos poderosos que a injustiça é contra Deus e a vil miséria insulta os céus?
________________________________________
Lécio Dornas é o Coordenador do Ministério Brasileiro da American Bible Society, e pastor da Primeira Igreja Batista Brasileira de Orlando, nos EUA.

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Impactos reflexivos da renúncia do Papa Bento XVI nas denominações evangélicas históricas contemporâneas do Brasil

 

     Aos 85 anos de idade, 7 anos após assumir, o Papa Bento XVI renuncia à liderança da Igreja Católica, obrigando-a a mergulhar numa experiência que só encontra precedente há mais de 500 anos.
     A pergunta presente na mídia é: Por que o Papa renunciou? Problemas de saúde? Idade avançada? Crise espiritual? Problemas políticos na estrutura eclesiástica? Disse Bento XVI que renunciou “para o bem da igreja”, ou seja, o fez para provocar o bem, para possibilitar o bem.
     A coisa parece pender para a vertente da crise política no Vaticano. A estrutura eclesiástica parece estar ocupando mais as horas do Papa e consumindo mais sua energia do que o cuidado com o rebanho. Perdida no emaranhado das brigas e jogos de poder em Roma, a igreja racha, colocando de um lado os interessados nas pessoas, em sua fé e vida e, de outro, os obstinados pelo poder, com os olhos na hierarquia eclesial.
     O distanciamento das pessoas tem sua consequência agravada com o vislumbrar da perda da nova geração; milhões de adolescentes e jovens católicos no mundo que, carentes de pastoreio, cada vez mais decepcionados e menos assistidos, vagam em busca de refúgio. Ou Roma muda, se moderniza e se despolui da fumaça escura do poder, da riqueza e da fama ou assiste ao definhar gradativo, moroso, mas cadenciado e ascendente, de sua imagem e de sua influência na história. Isso, sem entrar nas questões de natureza teológica, que já machucam Roma faz tempo.
     Diante do perigo iminente, a renúncia papal soa, por um lado, negociada e orquestrada para dar lugar a uma mudança de rumo urgente e necessária. Mas, por outro lado, bradada por um visionário solitário que, não encontrando apoio e suporte para implementar as mudanças que entende necessárias, grita, através do gesto extremo da renúncia, a necessidade premente de mudança na igreja, sob pena de dor angustiante próxima.
     Seja como for, a renúncia de Bento XVI obriga a liderança da Igreja a refletir sobre os seus próximos 20 ou 30 anos, que caminhos precisa trilhar e que transformações políticas estruturais e missionais precisa sofrer, para então discernir quem precisa escolher para ocupar o trono da igreja romana.
     Assim, renunciando e saindo de cena, Bento XVI pode entrar para a história como o Papa que mais contribuiu para o progresso e o crescimento da igreja católica, posto ter provocado com sua saída as reflexões que, talvez, esteja encontrando resistências terríveis para ensejar enquanto ocupa o trono papal. Normalmente, em qualquer cenário, um líder consegue, renunciando ao poder, o que nunca conseguiria apegando-se a ele.
     Sem dúvida que a igreja romana vai levar um tempo para identificar, discernir e interpretar todos os impactos que a renúncia de Bento XVI já provoca e ainda provocará. Mas, e quanto a igreja evangélica histórica, especialmente no Brasil, sofrerá algum impacto com esta decisão do Papa?
     Algumas reflexões emergem, a partir da análise do que a igreja de Roma enfrenta, no que diz respeito à igreja evangélica histórica no Brasil. Questões seríssimas que, sendo encaradas com coragem, oração e piedade, agora, podem evitar dores amargas logo à frente.
     Construo a argumentação a partir de algumas relações facilmente verificáveis nos contextos denominacionais: a relação da militância política com a militância pastoral; a relação da sedução e busca pelo poder denominacional, com a liderança de amor e serviço; a relação das assembleias e reuniões ilusórias e irrelevantes com a vida da igreja local, real e relevante; por fim, a relação do foco no agora liderado pelo ontem, com o do amanhã que precisa ser liderado pelo agora.
     Iniciemos pela relação da militância política com a militância pastoral. Onde a igreja acontece, nos plenários das assembleias ou nas casas das pessoas, nas ruas por onde andam e nas mesas onde comem? A igreja romana cresceu tanto que a militância política tornou-se a igreja de muitos.
     Corremos o mesmo risco como denominações evangélicas históricas. A igreja de muitos, hoje, já não é a vida das pessoas, mas sim a militância política. Do que as pessoas precisam, como se sentem, por onde andam, não é o que importa. Na pauta, está o debate, o parlamento, as discussões sobre as vírgulas e as semânticas dos Estatutos e dos Regimentos.
     O amor, o ardor, o interesse e a dedicação com que debatem nos plenários parecem não encontrar paralelo no trabalho com as pessoas, nas igrejas espalhadas pelo país. Quando a militância política empolga mais que a pastoral, é sinal de que precisamos parar para realinhar a nossa práxis com o Evangelho.
     Olhemos, agora, a relação da sedução e a busca pelo poder denominacional com a liderança de amor e serviço. Ela relaciona-se com a anterior. A militância política atrai e empolga muito. É o caminho que dará acesso ao poder nas denominações. Ser reconhecido como líder em uma denominação evangélica satisfaz a sede de poder e afaga o fascínio por ele, o que só se alcança através da militância política. O poder papal, ou poder de Roma, tornou-se mais convidativo do que as lágrimas e as feridas do rebanho.
     Sendo assim, um cargo na estrutura de uma denominação é mais importante do que a reputação de um irmão. E o obstinado é capaz de denegrir seu próprio irmão na fé para ser o preferido para uma determinada função ou posição. O cargo deixa de ser uma oportunidade para servir em amor e passa a ser uma chance para se projetar, para se lançar como líder. Então pode ocorrer de líderes inexpressivos que, após serem evidenciados pela estrutura denominacional, acabem até na liderança de grandes igrejas ou mesmo no exercício de cargos denominacionais bem remunerados.
     Tal realidade reflete-se também no contexto da igreja local, onde o serviço de amor voluntário vai se tornando escasso, dando lugar ao desejo de ser remunerado, retribuído ou recompensado. O poder traz riqueza e riqueza traz prestígio. E tudo isso adultera as relações de serviço e de abnegação que devem marcar a igreja.
     Agora, vejamos a relação das assembleias e reuniões ilusórias e irrelevantes com a vida da igreja, como comunidade local, real e relevante. Também aqui, trata-se de relação que nasce das anteriores. É notório que as reuniões das Convenções, Supremos Concílios, Presbitérios, Sínodos etc, refletem pouco ou nada na realidade da igreja, como comunidade local e, por conseguinte, na vida dos fiéis. A igreja, como uma comunidade local, é real e relevante. Pelo menos tem a oportunidade de ser. Ela altera a vida das pessoas, faz diferença no cotidiano onde está inserida. Ao contrário das assembleias e reuniões formais das denominações, tão distantes das pessoas.
     Os debates intermináveis, discussões sem objetivo acerca de assuntos que sequer serão mencionados nas igrejas, acabam ocupando lugar proeminente na vida das pessoas, iludindo-as, fazendo-as crer que vivendo assim contribuem mais para o Reino de Deus. Tiram os pés do chão ministerial e se deixam enredar pelas ilusões dos plenários e das reuniões pseudorrepresentativas.
     Convenhamos, quando a ilusão substitui o real e quando o irrelevante toma o lugar do relevante, algo urgente precisa acontecer. Mudanças de qualidade precisam ser provocadas. Assim não pode continuar.
     Por fim, e não menos importante, analisemos a relação do foco no agora liderado pelo ontem, com o do amanhã que precisa ser liderado pelo agora. A igreja de cuja liderança Bento XVI acaba de renunciar, parece ter perdido o time. Deixou passar o tempo e não acompanhou as mudanças que a sociedade sofreu. É uma espécie de igreja de hoje, dirigida por uma ideologia de ontem, correndo o risco de perder a igreja de amanhã.
     Quando uma igreja não acompanha as mudança da história, ficando na sua retaguarda, deixa de atender as demandas do seu tempo. E quando isso acontece, mudanças significativas precisam ser empreendidas para a recuperação do tempo perdido.
     O risco que as denominações evangélicas históricas no Brasil correm é o mesmo. A necessidade de valorizar, capacitar e recepcionar a nova geração é premente, tanto para que a mesma deixe de sentir-se alijada, quanto para oxigenar as relações e as estruturas das máquinas denominacionais.
     É fundamental passar o bastão. É importantíssimo receber a nova geração, conviver com ela, influenciá-la e deixar que ela assuma o seu papel de protagonista das histórias denominacionais. Ou isso, ou a repetição do bordão de Roma: o ontem liderando o hoje e comprometendo o amanhã.
     Como vemos, a renúncia de Bento XVI tem impactos que reverberam para além do muros do Vaticano; chegando mesmo a repercutir na trajetória das denominações históricas ao redor do mundo e, em particular, no Brasil.
     Cresce quem aprende com a história e não quem apenas a conhece. Evolui quem lê a história que acontece e não apenas a que aconteceu. Progride quem sabe que, o tempo todo, a história está acontecendo.
     Os tempos trouxeram mudanças. Uma das mais importantes é a que estabelece um novo cronômetro para o aprendizado e para as necessárias avaliações. Não aprendemos hoje apenas com o ontem, mas também com o próprio hoje. Não avaliamos mais no depois, mas no durante.
     Que a igreja evangélica histórica contemporânea do Brasil, uma vez impactada pelos fatos que acontecem ao seu redor, avalie-se, transforme-se, repagine-se; evitando assim a renúncia, não de um posto ou posição, mas de uma missão: “Mas vocês são a raça escolhida, os sacerdotes do Rei, a nação completamente dedicada a Deus, o povo que pertence a ele. Vocês foram escolhidos para anunciar os atos poderosos de Deus, que os chamou da escuridão para a sua maravilhosa luz.” ( I Pedro 2.9 – NTLH).


“Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor.”

(1 João 4.8 – RA)

No entendimento do apóstolo João, o que o cristão conhece de Deus é atestado por sua capacidade de amar. Na sua visão, à medida em que intensificamos nosso relacionamento com Deus, e portanto o conhecemos melhor, mais disposição temos para amar e mais praticamos atos de amor.

Amor no texto não é ideia abstrata ou sentimento teórico. Trata o texto da prática de atos de amor, ações denotadoras de amor. Não declarações de amor vazias de significado, tampouco discursos despidos de atitudes. Aquele que sabe quem é o Deus a quem serve e segue, ama de verdade, pratica ações objetivas de amor.

Atos revestidos de bondade, respaldados pelo desejo de ajudar e beneficiar o outro. Como ajudar quem precisa, perdoar o que erra, compreender o que não nos agrada, cooperar com aquele de quem discordamos, enfim, amar de fato.

Incrível como há crentes que se outorgam o direito de ignorar, não perdoar, julgar e até sentenciar o outro! Que se permitem sentirem-se superiores, mais santos, em posição espiritualmente superior ao outro!

É precisamente esta atitude de anti-amor, este comportamento avesso à bondade inerente ao amor genuíno, que nos autoriza as perguntas que encimam este texto. Ao vermos esses crentes carrancudos, senhores da razão e donos da verdade, não conseguimos evitá-la: Quem é o seu Deus? Ou, quem é Deus de sua Igreja? Pois, se somos a Igreja, o nosso Deus é também o Deus da nossa Igreja.

Assim, antes de sugerir uma investigação teológica, que nos levaria para os compêdios e declarações doutrinárias, as indagações iniciais nos sugerem uma reflexão sobre que Deus demonstramos seguir a partir dos atos que praticamos ou dos que escolhemos não praticar.

O apóstolo João apresenta a essência de Deus: Amor. Em última análise, Deus é amor. Por isso enviou seu único filho (João 3.16) para morrer por nós, pecadores, (Romanos 5.8); a fim de nos recriar (2 Coríntios 5,17) para que façamos o bem a todos (Gálatas 6.10), inclusive a quem nos fizer algum mal (1 Tessalonicenses 5.15). E então todos testemunharão os nossos atos de bondade e renderão glórias a Deus (Mateus 5.16), identificando-nos como discípulos de Jesus Cristo (João 13.35). Ou vivemos assim, ou o que estamos fazendo nada mais é do que reeditarmos o farisaísmo hipócrita do primeiro século, tenazmente confrontado por Jesus. Portanto, em casa, no trabalho, nos relacionamentos e em nossas igrejas, respondamos, com nossas ações, quem é o nosso Deus!

 “Preciso cuidar da minha própria família.”

Depois de servir a Labão 14 anos e ajudá-lo a enriquecer, Jacó teve filhos com Lia, com Raquel e com as servas de ambas. Seu último filho nasceu de Raquel; José.

Numa conversa com Labão, após o nascimento de José, Jacó pediu para retornar à sua terra, com suas mulheres, filhos e o resultado de seu trabalho ( Gên. 30.25,26 ). Labão  rogou que ele ficassse e ofereceu pagar-lhe o salário que desejasse. Nessa hora, preparando o caminho para fechar um acordo de trabalho a partir da proposta de Labão, Jacó fez esta extraordinária declaração: “Mas agora preciso cuidar da minha própria família.” ( Gen. 30.30b – NTLH ). A história tem desdobramentos e pode ser lida na sequência do texto, mas é meu desejo ater-me a essa expressão de Jacó.

Chega um tempo na nossa vida de homens casados, que precisamos entender a necessidade de priorizarmos a nossa família. Para cada homem o tempo da maturidade chega em uma época e de uma forma, mas só será feliz o que entender, o quanto antes, que sua maior responsabilidade diante de Deus é cuidar de sua família que, de acordo com a Bíblia, é constituída dele ( marido ), sua esposa e seus filhos ( Gen. 2.24;  Mt. 19.5; Sl 127.3 ).

Mesmo vivendo num país onde o casamento tem sido questionado, a família é atacada de todas as formas e, recentemente, até o conceito de família tem sofrido golpes para ser modificado. Devemos continuar do lado da Palavra de Deus, tanto no que tange á definição e constituição da família, quanto no dever de cuidar, com prioridade, de nossas próprias famílias espiritual, emocional, relacional e materialmente.

Queridos maridos, vamos cuidar bem de nossas famílias!

Você está edificando ou derrubando a sua casa?

Toda mulher sábia edifica sua casa; a insensata, porém, com as mãos a derruba. ( Prov. 14.1 )

A resposta a essa pergunta revela se predomina sabedoria ou insensatez na vida de uma mulher casada. Edificar na Bíblia tem o sentido de construir, verbo transitivo direto  que significa “criar juntando materiais variados em determinada forma, seguindo determinado projeto.”

Deus tem um projeto para cada lar, que precisa levado a efeito por mulheres cheias de sabedoria. O foco do teto não é nem a presença ou ausência da mulher na casa nem o lançar, unicamente sobre seus ombros, o dever de dar suporte à família. O texto, isto sim, lança luzes sobre a influência da mulher na edificação de um lar.

Trabalhar fora ou dentro de casa, ou fazer ambos, não deve impedir que a mulher sábia exerça influência construtiva na sua família. Seus papéis de esposa e mãe nunca poderão se desemenhado por outra pessoa. E mais, só a mulher foi feita por Deus para desempenha-los.

Com sabedoria, ela abençoa o seu marido, influenciando-o a ser um homem de Deus corajoso, trabalhador, fiel e vencedor. Com a mesma sabedoria, ela influencia seus filhos, abençoando-os com conselhos, educação, exemplo e auxílio, para que se tornem pessoas íntegras, responsáveis, dedicadas e cheias de amor por Deus e por sua igreja.

Que Deus desperte cada esposa de nossa igreja, a valer-se da sabedorira do alto para que sua casa seja edificada… Jamais derrubada por insensatez!

L.D.

“O Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu, por unanimidade, nesta quinta-feira (5) a união estável entre casais do mesmo sexo como entidade familiar. Na prática, as regras que valem para relações estáveis entre homens e mulheres serão aplicadas aos casais gays. Com a mudança, o Supremo cria um precedente que pode ser seguido pelas outras instâncias da Justiça e pela administração pública.” (http://g1.globo.com – Postado em 05/05/2011).

Como foi noticiado, o STF tomou uma decisão que tem potencial para mudar a realidade cultural do Brasil na questão da definição da entidade familiar. Por esta razão, entendo que o STF deveria saber, antes de tomar essa decisão, das seguintes verdades da Bíblia Sagrada:

  1. O STF deveria saber que a Bíblia, livro sagrado dos cristãos (que são a maioria da população brasileira), é o Livro dos livros, a Constituição das constituições e o Código dos códigos, posto ser registro escrito da revelação de Deus, o resultado da inspiração divina, a própria Palavra de Deus em linguagem humana. Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça.” (II Tim. 3.16);
  2. O STF deveria saber que, de acordo com Bíblia, Deus criou homem e mulher (macho e fêmea), conforme: Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.” (Gênesis 1.27);
  3. O STF deveria saber que, sendo a Bíblia a Palavra de Deus, precisa ser a nossa regra máxima de fé e de conduta, como cristãos que somos: “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e, luz para os meus caminhos.” (Salmos 119.105)
  4. O STF deveria saber que, de acordo com a Bíblia, Deus estabeleceu a família para nascer a partir da união de um homem com uma mulher, conforme lemos: Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.Ora, um e outro, o homem e sua mulher, estavam nus e não se envergonhavam.(Gênesis 2.24);
  5. O STF deveria saber que os filhos, de acordo com a Bíblia, são herança do Senhor dada aos pais, devendo estes filhos, como está explícito honrar pai e mãe. Veja: “Herança do Senhor são os filhos;o fruto do ventre, seu galardão.” E “Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor, teu Deus, te dá.” (Salmos 127.3 e Êxodo 20.10).
  6. O STF deveria saber, por fim, que a Bíblia é clara ao afirmar que qualquer esforço para a edificação de uma família, sem Deus é vão. Leia: Se o Senhor não edificar a casa,em vão trabalham os que a edificam…” (Salmos 127.1a).

Bem, digo que o STF deveria saber das verdades acima, pressupondo que ele as desconheça. Pois se as conhece, certamente não deve saber da seguinte advertência das Escrituras: “Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará.” (Gálatas 6.7).

Que Deus nos abençoe e livre o nosso Brasil de ser uma nação que não valoriza a Sua Palavra!

L.D.

 

“Preguiçoso, aprenda uma lição com as formigas!  Elas não têm líder, nem chefe, nem governador,  mas guardam comida no verão, preparando-se para o inverno. Preguiçoso, até quando você vai ficar deitado? Quando vai se levantar? Então o preguiçoso diz: “Eu vou dormir somente um pouquinho, vou cruzar os braços e descansar mais um pouco.” Mas, enquanto ele dorme, a pobreza o atacará como um ladrão armado.” ( Provérbios 6.6-11 – NTLH )

 

Quanto mais eu trabalho, me esforço, viajo, estudo, prego, aconselho, visito, dirijo reuniões,  vou dormir cada noite com o desejo que o dia tivesse mais horas; mais eu encontro gente que, como se diz, “não quer nada  com a hora do Brasil”.

Gente que consegue fazer a mesma coisa todos os dias e nunca a faz melhor; pessoas que pegam um trabalho já iniciado e sequer se esforçam por completá-lo; gente que não limpa ou melhora o próprio local de trabalho, que não se importa o mínimo quando algo se quebra ou estraga, que prefere colecionar objetos estragados a consertá-los, opta por usar mais um copo limpo a lavar um para tomar água.

O fato se dá com funcionários de aeroportos, hotéis, repartições públicas, agências bancárias, consultórios etc. Quando a gente menos espera (e as vezes quando mais precisa), fica de frente com um desses calaceiros.

Recentemente deixei o carro no estacionamento de um aeroporto para uma viagem rápida. Ao retornar, verifiquei que, por ter esquecido o farol ligado, a bateria estava descarregada. Imaginei que eu não deveria ser o primeiro a sofrer este tipo de infortúnio e voltei ao terminal, fui orientado pelo setor de informações a procurar uma das muitas pessoas que transitavam no saguão com um colete exibindo a seguinte frase: “Posso ajudar?”. Ao compartilhar meu problema ele me disse: “Aqui no aeroporto o senhor não vai encontrar solução, vai ter que chamar ajuda de fora, não posso ajudar em nada”. Observei que ele se afastou e se encostou num balcão e ali ficou. Comecei andar e procurar algum setor que fosse útil e achei outra pessoa com o mesmo colete. Arrisquei e expliquei também a ele minha situação. O senhor me conduziu até o local apropriado no próprio saguão, não muito longe de onde estávamos, lá eu obtive ajuda e, em poucos minutos, eu já estava saindo do estacionamento no meu carro com a bateria já funcionando. Dois funcionários com o mesmo colete, desempenhando a mesma função, no mesmo horário: um mandrião e o outro um trabalhador honesto e digno.

No contexto empresarial, nas empresas de todos os portes, o fato também ocorre. Às vezes é o empresário, o executivo, o diretor ou o gerente,  que se debruça em planilhas e resultados pretéritos e fica no escritório ao telefone, na Internet ou só de papo com algum colega, esquecendo-se de que sua empresa confia nele e o remunera para dedicar tempo e potencial em favor de seu crescimento. Diretorias inteiras de empresas, optando por caminhos aparentemente mais curtos e fáceis de serem percorridos, acabam perdendo sua posição no mercado e, não poucas vezes, tendo até que deixá-lo.

A razão de tudo: Preguiça, muita preguiça!

Há uma epidemia de preguiça na sociedade contemporânea!

A preguiça faz a pessoa escolher sempre o caminho mais fácil, o que dá menos trabalho, mesmo que não assegure resultados compensadores. A preguiça faz a pessoa criticar o que seu antecessor fazia, simplesmente para justificar sua inação. A preguiça leva a pessoa a abandonar projetos e caminhos já iniciados, apenas para não ter que enfrentar o desafio de aprender e crescer. Afinal de contas, é bem mais fácil e cômodo parar com um projeto cuja continuidade coloca o líder na contingência de desenvolver novas competências, do que encarar a própria limitação, assumindo-a e agindo na direção de desenvolver novas habilidades para o bem da empresa ou da corporação. A preguiça faz a pessoa estagnar e sua obra definhar! A preguiça, por fim, emburrece.

Se na sociedade como um todo, e no mundo corporativo em particular, a preguiça é devastadora, na igreja e na obra do Reino de Deus, é fatal.

São pastores de tempo integral que só começam preparar o sermão no dia anterior ao da pregação; líderes de ministérios que nunca reúnem seus liderados, nunca planejam e, quando dão por si, o ano acabou e nada foi feito.

Lembro-me de uma igreja onde fui membro que, no momento da eleição da nova diretoria, reelegeu como diretor de evangelismo, um irmão que não havia feito absolutamente nada no ano anterior. A justificativa foi a de dar a ele a oportunidade para fazer algo, já que no ano anterior ele não conseguiu fazer nada. Resultado: mais um ano sem evangelismo na igreja.

O mesmo se verifica em instituições do Reino, que patinam sem sair do lugar há anos, unicamente pelo comodismo, falta de visão e preguiça daqueles que as lideram. Perdem-se dinheiro, desperdiçam-se oportunidades, frustram-se pessoas de alto potencial, enfim, o Reino perde, perde e perde.

Uma das coisas que alimenta a preguiça é a ilusão quanto à durabilidade dos efeitos de vitórias no passado. A pessoa tem uma vitória em um determinado tempo e fica o resto da vida querendo viver à sua sombra. A preguiça tende a se instalar logo após um grande triunfo e, quando se instala, impede que novas conquistas aconteçam.

Segundo a sabedoria de Provérbios, supramencionada, o preguiçoso…

  • Não é pró-ativo (“…Elas não têm líder, nem chefe, nem governado…”);
  •  Não é previdente ( “…mas guardam comida no verão, preparando-se para o inverno…”);
  •  Não tem prontidão em agir (“…Preguiçoso, até quando você vai ficar deitado? Quando vai se levantar?);
  •  Vive perdendo oportunidades (“…o preguiçoso diz: “Eu vou dormir somente um pouquinho, vou cruzar os braços e descansar mais um pouco.”).

 Diz ainda que o preguiçoso, vítima da própria preguiça, sem perceber…

  •  Acaba em ruínas (…Mas, enquanto ele dorme, a pobreza o atacará como um ladrão armado.” ).

 Ao que parece, o preguiçoso está muito em desvantagem em nosso tempo. Tanto o competitivo mundo corporativo, quanto as organizações públicas e também as do chamado terceiro setor, elencam competências que o desclassificam com facilidade.

 Mesmo na igreja e nas agências do Reino, onde a carga de misericórdia e a disposição em dar mais uma chance ao desleixado e mandrião, é sempre grande; mesmo aí decresce a tolerância com os que só fazem peso e, como já disse, “não querem nada com a hora do Brasil”.

Não é raro vermos gente com este perfil zopeiro dando entrada no seguro desemprego e, depois, amargando temporadas sem encontrar espaço no mercado de trabalho.

O oposto do preguiçoso é o laboriso, o devotado ao trabalho, que trabalha duramente  e é esforçado. Estes saem na frente e acabam conquistando os melhores espaços.

Em nossas igrejas, instituições cristãs, agências missionárias, colégios e faculdades evangélicas, hospitais e projetos sociais cristãos, precisamos empreender uma luta contra o ostracismo, a tendência à mesmice e à retaguarda, bem como à estagnação e ausência de progresso, tudo isso provocado pela preguiça daqueles que as lideram ou nelas estão alocados, especialmente em funções de nível gerencial, de direção e supervisão.

Não podemos mais tolerar em nossas organizações e nas estruturas de nossas igrejas, pessoas que não querem crescer e, por isso, não cooperam para que a Obra cresça. Gente enferma que não aceita remédio e tratamento.  Pessoas  cheias de inveja, marcadas por vaidade, despidas de humildade e contaminadas pelas tiranias da competição e do estrelato; que lutam por cargos, mas não aceitam a missão; que brigam pelo que querem fazer, mas não vibra  com o que já foi feito por outros; que zelam por sua posição mas não se dobram perante a Cruz do nosso Senhor. Gente que está mas não é; que aparenta mas não tem; que fala mas não faz; que julga os outros mas não cresce.

Precisamos encontrar gente que de fato queira fazer o trabalho, inová-lo, aprimorá-lo, ampliar seu escopo e sua abrangência; gente que se realize no trabalho e não apenas com os proventos e benefícios dele advindos; gente que, por trabalhar em agências do Reino, tem a visão de ministério e, portanto, de excelência.

Gente que busca a sabedoria do alto, que sabe discernir entre o ótimo e o excelente, que é digno do Evangelho, que se apresenta a Deus aprovado, sem ter de que se envergonhar, que milita na medida exata das suas forças, que não enterra talentos nem se vende por moedas de prata; gente que se ajoelha para orar sem temer editais profanos, que cumpre a missão sem medo de ser lançado no poço, que segue o modelo de Cristo sem receio de ser rejeitado pelos homens.

É de gente assim que precisamos em nossas agências cristãs e em nossas igrejas. Gente que não receia ter que encarar tribunais iníquos, adversários medíocres, sistemas contaminados, soldados inimigos ainda que vestindo a mesma farda, falsos profetas, pseudo-apóstolos. Precisamos de gente pronta para caminhar de dia e de noite, no vale e na montanha, no meio das massas ou solitariamente, gente apta para obedecer a Deus crendo no incrível, vendo o invisível e ousando o impossível.

É de gente assim, sem preguiça e pronta para trabalhar em favor do crescimento do Reino, sem trégua e sem comodismos, que a Obra de Deus precisa. E vale lembrar a promessa do Senhor para os que não cruzam os braços e não se acomodam, antes  se esforçam e dão o máximo de si para que o trabalho seja realizado com êxito e excelência:

 “E o lavrador que trabalha no pesado deve ser o primeiro a receber a sua parte na colheita.”  (II Timóteo 2.6 – NTLH)

Agora, quando a preguiça prevalece… A ruína logo baterá à porta. Faço eco com a Versão Revisada da Imprensa Bíblica Brasileira (de acordo com os melhores textos em hebraico e grego – 1986 ): 

 “Vá ter com a formiga, ó preguiçoso,

considera os seus caminhos, e sê sábio.”

( Provérbios 6.6 )

 Lécio Dornas

Um homem de 23 anos entrou numa Escola Municipal em Realengo e disparou aleatoriamente, em duas salas de aulas, matando 12 crianças. Uma tragédia!

Para a sociedade uma perplexidade sem explicação; para a escola, um sentimento de desconstrução, de anti-educação, de anti-vida; para os pais um abismo interior de proporções inimagináveis, uma dor sem estanque, um nó apertado de forma perene na alma; para as crianças, um sentimento de insegurança, uma aula com lições muito difíceis de serem entendidas.

Tragédias como a de Realengo nos chocam e entristecem. Pessoas, de uma hora para a outra, surpreendem a todos com atitudes que redundam em atrocidades e crimes hediondos. A gravidade dos atos violentos deixa as pessoas imóveis, perplexas e impotentes.

O amor se ausenta, a paz se distância, a segurança é negada, a valorização da vida é minimizada, a esperança míngua… Será que a morte está vencendo?

Uma desgraça como esta de Realengo é como um caldeirão de água gelada sobre todos os pontos de vistas positivos, altruístas e esperançosos com relação à humanidade e à vida.

Em tempos assim, somos convidados pela Palavra a entender que “… o mundo inteiro jaz no Maligno.” (1 João 5.19b), que “… o príncipe deste mundo já está julgado.” (João 16.11), que o amor esfria quando a inquidade se multiplica (Mt 24.12), que não podemos nos moldar aos padrões deste século, antes precisamos nos transformar pela renovação da nossa mente (Rom 12.2), pois é pecisamente no meio de uma geração corrompida e perversa que precisamos “… resplandecer como astros no mundo.” (Fil 2.15).

Mais ainda, somos lembrados pelas Escrituras que precisamos chorar com os que choram ( Rom 12.15 ) e levarmos as cargas uns dos outros para cumprirmos a lei de Cristo ( Gal 6.2 ).

São, portanto, pelos pais e irmãos daquelas 12 crianças indefesas, cruelmente assassinadas na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo; bem como por outros feridos, as nossas orações…

Aquelas crianças tiveram uma aula muito difícil, mas todos nós precisamos aprender as lições da solidariedade, da valorização da vida e, sobretudo, da importância de levarmos Deus a sério.

O Brasil está em luto.

É tempo de silêncio, solitude, reflexão e inconformação!

Lécio Dornas