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Epidemia de preguiça!

 

“Preguiçoso, aprenda uma lição com as formigas!  Elas não têm líder, nem chefe, nem governador,  mas guardam comida no verão, preparando-se para o inverno. Preguiçoso, até quando você vai ficar deitado? Quando vai se levantar? Então o preguiçoso diz: “Eu vou dormir somente um pouquinho, vou cruzar os braços e descansar mais um pouco.” Mas, enquanto ele dorme, a pobreza o atacará como um ladrão armado.” ( Provérbios 6.6-11 – NTLH )

 

Quanto mais eu trabalho, me esforço, viajo, estudo, prego, aconselho, visito, dirijo reuniões,  vou dormir cada noite com o desejo que o dia tivesse mais horas; mais eu encontro gente que, como se diz, “não quer nada  com a hora do Brasil”.

Gente que consegue fazer a mesma coisa todos os dias e nunca a faz melhor; pessoas que pegam um trabalho já iniciado e sequer se esforçam por completá-lo; gente que não limpa ou melhora o próprio local de trabalho, que não se importa o mínimo quando algo se quebra ou estraga, que prefere colecionar objetos estragados a consertá-los, opta por usar mais um copo limpo a lavar um para tomar água.

O fato se dá com funcionários de aeroportos, hotéis, repartições públicas, agências bancárias, consultórios etc. Quando a gente menos espera (e as vezes quando mais precisa), fica de frente com um desses calaceiros.

Recentemente deixei o carro no estacionamento de um aeroporto para uma viagem rápida. Ao retornar, verifiquei que, por ter esquecido o farol ligado, a bateria estava descarregada. Imaginei que eu não deveria ser o primeiro a sofrer este tipo de infortúnio e voltei ao terminal, fui orientado pelo setor de informações a procurar uma das muitas pessoas que transitavam no saguão com um colete exibindo a seguinte frase: “Posso ajudar?”. Ao compartilhar meu problema ele me disse: “Aqui no aeroporto o senhor não vai encontrar solução, vai ter que chamar ajuda de fora, não posso ajudar em nada”. Observei que ele se afastou e se encostou num balcão e ali ficou. Comecei andar e procurar algum setor que fosse útil e achei outra pessoa com o mesmo colete. Arrisquei e expliquei também a ele minha situação. O senhor me conduziu até o local apropriado no próprio saguão, não muito longe de onde estávamos, lá eu obtive ajuda e, em poucos minutos, eu já estava saindo do estacionamento no meu carro com a bateria já funcionando. Dois funcionários com o mesmo colete, desempenhando a mesma função, no mesmo horário: um mandrião e o outro um trabalhador honesto e digno.

No contexto empresarial, nas empresas de todos os portes, o fato também ocorre. Às vezes é o empresário, o executivo, o diretor ou o gerente,  que se debruça em planilhas e resultados pretéritos e fica no escritório ao telefone, na Internet ou só de papo com algum colega, esquecendo-se de que sua empresa confia nele e o remunera para dedicar tempo e potencial em favor de seu crescimento. Diretorias inteiras de empresas, optando por caminhos aparentemente mais curtos e fáceis de serem percorridos, acabam perdendo sua posição no mercado e, não poucas vezes, tendo até que deixá-lo.

A razão de tudo: Preguiça, muita preguiça!

Há uma epidemia de preguiça na sociedade contemporânea!

A preguiça faz a pessoa escolher sempre o caminho mais fácil, o que dá menos trabalho, mesmo que não assegure resultados compensadores. A preguiça faz a pessoa criticar o que seu antecessor fazia, simplesmente para justificar sua inação. A preguiça leva a pessoa a abandonar projetos e caminhos já iniciados, apenas para não ter que enfrentar o desafio de aprender e crescer. Afinal de contas, é bem mais fácil e cômodo parar com um projeto cuja continuidade coloca o líder na contingência de desenvolver novas competências, do que encarar a própria limitação, assumindo-a e agindo na direção de desenvolver novas habilidades para o bem da empresa ou da corporação. A preguiça faz a pessoa estagnar e sua obra definhar! A preguiça, por fim, emburrece.

Se na sociedade como um todo, e no mundo corporativo em particular, a preguiça é devastadora, na igreja e na obra do Reino de Deus, é fatal.

São pastores de tempo integral que só começam preparar o sermão no dia anterior ao da pregação; líderes de ministérios que nunca reúnem seus liderados, nunca planejam e, quando dão por si, o ano acabou e nada foi feito.

Lembro-me de uma igreja onde fui membro que, no momento da eleição da nova diretoria, reelegeu como diretor de evangelismo, um irmão que não havia feito absolutamente nada no ano anterior. A justificativa foi a de dar a ele a oportunidade para fazer algo, já que no ano anterior ele não conseguiu fazer nada. Resultado: mais um ano sem evangelismo na igreja.

O mesmo se verifica em instituições do Reino, que patinam sem sair do lugar há anos, unicamente pelo comodismo, falta de visão e preguiça daqueles que as lideram. Perdem-se dinheiro, desperdiçam-se oportunidades, frustram-se pessoas de alto potencial, enfim, o Reino perde, perde e perde.

Uma das coisas que alimenta a preguiça é a ilusão quanto à durabilidade dos efeitos de vitórias no passado. A pessoa tem uma vitória em um determinado tempo e fica o resto da vida querendo viver à sua sombra. A preguiça tende a se instalar logo após um grande triunfo e, quando se instala, impede que novas conquistas aconteçam.

Segundo a sabedoria de Provérbios, supramencionada, o preguiçoso…

  • Não é pró-ativo (“…Elas não têm líder, nem chefe, nem governado…”);
  •  Não é previdente ( “…mas guardam comida no verão, preparando-se para o inverno…”);
  •  Não tem prontidão em agir (“…Preguiçoso, até quando você vai ficar deitado? Quando vai se levantar?);
  •  Vive perdendo oportunidades (“…o preguiçoso diz: “Eu vou dormir somente um pouquinho, vou cruzar os braços e descansar mais um pouco.”).

 Diz ainda que o preguiçoso, vítima da própria preguiça, sem perceber…

  •  Acaba em ruínas (…Mas, enquanto ele dorme, a pobreza o atacará como um ladrão armado.” ).

 Ao que parece, o preguiçoso está muito em desvantagem em nosso tempo. Tanto o competitivo mundo corporativo, quanto as organizações públicas e também as do chamado terceiro setor, elencam competências que o desclassificam com facilidade.

 Mesmo na igreja e nas agências do Reino, onde a carga de misericórdia e a disposição em dar mais uma chance ao desleixado e mandrião, é sempre grande; mesmo aí decresce a tolerância com os que só fazem peso e, como já disse, “não querem nada com a hora do Brasil”.

Não é raro vermos gente com este perfil zopeiro dando entrada no seguro desemprego e, depois, amargando temporadas sem encontrar espaço no mercado de trabalho.

O oposto do preguiçoso é o laboriso, o devotado ao trabalho, que trabalha duramente  e é esforçado. Estes saem na frente e acabam conquistando os melhores espaços.

Em nossas igrejas, instituições cristãs, agências missionárias, colégios e faculdades evangélicas, hospitais e projetos sociais cristãos, precisamos empreender uma luta contra o ostracismo, a tendência à mesmice e à retaguarda, bem como à estagnação e ausência de progresso, tudo isso provocado pela preguiça daqueles que as lideram ou nelas estão alocados, especialmente em funções de nível gerencial, de direção e supervisão.

Não podemos mais tolerar em nossas organizações e nas estruturas de nossas igrejas, pessoas que não querem crescer e, por isso, não cooperam para que a Obra cresça. Gente enferma que não aceita remédio e tratamento.  Pessoas  cheias de inveja, marcadas por vaidade, despidas de humildade e contaminadas pelas tiranias da competição e do estrelato; que lutam por cargos, mas não aceitam a missão; que brigam pelo que querem fazer, mas não vibra  com o que já foi feito por outros; que zelam por sua posição mas não se dobram perante a Cruz do nosso Senhor. Gente que está mas não é; que aparenta mas não tem; que fala mas não faz; que julga os outros mas não cresce.

Precisamos encontrar gente que de fato queira fazer o trabalho, inová-lo, aprimorá-lo, ampliar seu escopo e sua abrangência; gente que se realize no trabalho e não apenas com os proventos e benefícios dele advindos; gente que, por trabalhar em agências do Reino, tem a visão de ministério e, portanto, de excelência.

Gente que busca a sabedoria do alto, que sabe discernir entre o ótimo e o excelente, que é digno do Evangelho, que se apresenta a Deus aprovado, sem ter de que se envergonhar, que milita na medida exata das suas forças, que não enterra talentos nem se vende por moedas de prata; gente que se ajoelha para orar sem temer editais profanos, que cumpre a missão sem medo de ser lançado no poço, que segue o modelo de Cristo sem receio de ser rejeitado pelos homens.

É de gente assim que precisamos em nossas agências cristãs e em nossas igrejas. Gente que não receia ter que encarar tribunais iníquos, adversários medíocres, sistemas contaminados, soldados inimigos ainda que vestindo a mesma farda, falsos profetas, pseudo-apóstolos. Precisamos de gente pronta para caminhar de dia e de noite, no vale e na montanha, no meio das massas ou solitariamente, gente apta para obedecer a Deus crendo no incrível, vendo o invisível e ousando o impossível.

É de gente assim, sem preguiça e pronta para trabalhar em favor do crescimento do Reino, sem trégua e sem comodismos, que a Obra de Deus precisa. E vale lembrar a promessa do Senhor para os que não cruzam os braços e não se acomodam, antes  se esforçam e dão o máximo de si para que o trabalho seja realizado com êxito e excelência:

 “E o lavrador que trabalha no pesado deve ser o primeiro a receber a sua parte na colheita.”  (II Timóteo 2.6 – NTLH)

Agora, quando a preguiça prevalece… A ruína logo baterá à porta. Faço eco com a Versão Revisada da Imprensa Bíblica Brasileira (de acordo com os melhores textos em hebraico e grego – 1986 ): 

 “Vá ter com a formiga, ó preguiçoso,

considera os seus caminhos, e sê sábio.”

( Provérbios 6.6 )

 Lécio Dornas

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Nossa cidade e, em especial, o nosso bairro, vivem dias muito difíceis. Talvez os mais difíceis de toda a história de Niterói. São mais de 100 mortes em Niterói e o deslizamento no Morro do Bumba já é uma das maiores tragédias do Brasil. A imprensa anunciou que perto de 45 casas foram soterradas e outras 75 precisaram ser desocupadas. Estima-se algo em torno de 200 pessoas soterradas. Uma situação dramática e inédita para quem tem menos de 45 anos de vida.

A tragédia nos conclama à solidariedade e à mobilização em favor aos mais alvejados. Devemos orar e ajudar em tudo que pudermos na minoração da dor dos que sofrem.

A tragédia também nos oportuniza pelo menos uma importante reflexão à luz da Palavra de Deus: 

Em que bases você está construindo a sua vida?

 As casas que foram soterradas no Morro do Bumba estavam construídas não sobre terra firme, mas sim sobre um antigo lixão desativado há muitos anos. Edificar uma casa em bases frágeis é uma operação de altíssimo risco. Construir a vida hoje em bases vulneráveis pode representar desastre existencial irrecuperável no futuro. E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia;  e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína.” (Mateus 5.26 e 27).

Não basta uma casa aparentemente segura, é preciso uma casa segura de verdade em bases sólidas. Não basta um vida de aparências, ainda que lindas e inejáveis, o que vale é uma vida edificada na base sólida da Palavra de Deus. “Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha;  e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha.” (Mateus 5.24 e 25).

Pense sua vida a partir da base… Construa sua vida na Palavra de Deus!

L.D.

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Suplicy

Popularizado pelo futebol, o cartão vermelho é apresentado pelo juiz a um jogador que comete uma falta muito grave ou que reincide em faltas após ter recebido os segundo cartão amarelo.

As conseqüências do cartão amarelo são indigestas. Primeiro, o atleta precisa deixar imediatamente o jogo. Seu time passa a jogar com um jogador a menos, visto que a aplicação do cartão vermelho inibe a substituição. Como se não bastasse, o jogador ainda está automaticamente fora do jogo seguinte do seu time.

Na base do cartão vermelho está a questão da disciplina aplicada a quem insiste em infringir as regras do jogo.

Assim, merece o afamado cartão quem tem a cara de pau de insistir em não andar na linha.

Foi por isso que o Senador Eduardo Suplicy ( PT de São Paulo ) decidiu ir à tribuna do Senado Federal  pedir a renúncia do Presidente José Sarney, mostrando-lhe um cartão vermelho. Assim fazendo, anunciou que Sarney saiu da linha no exercício do seu mandato como Senador, infringiu as regras que regem a conduta e ética da função parlamentar. Pisou na bola feio!

É mesmo uma vergonha vermos uma casa da magnitude do Senado Federal mergulhada em tão viscoso lamaçal moral; de fato um apagão ético sem precedente.

A cena protagonizada pelo parlamentar petista bem que simboliza a atitude que o povo brasileiro precisa tomar na próxima vez em que for convocado às urnas: Com o seu voto, colocar para fora do exercício do poder em nosso país, todos os que visivelmente estão passando por cima dos padrões éticos e morais que devem reger a conduta de todos nós e, em especial, daqueles que estão em posição de liderança.

Então, fique atento, nas próximas eleições vamos comparecer às urnas levando em nossas mãos o único cartão vermelho que tem poder de disciplinar os inescrupulosos: O nosso voto!

Suplicy, apesar da atitude heterodoxa, não laborou em equívoco… Cartão vermelho sim, para Sarney e para todos os seus comparsas… de ontem e os de hoje!

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Kaká

O jornalista Juca Kfouri, em entrevista a Jô Soares no último dia 29 de Julho, em seu talk show que vai ao ar diariamente pela rede Globo de televisão, elogiando o jogador Kaká, sua dedicação, talento e inteligência, teceu uma crítica à atitude sempre presente no craque, de dedicar seus gols a Jesus durante as partidas.  Kfouri criticou como negativa tal atitude e demonstrou entender que, ao fazerem assim, os atletas usam Jesus de forma indevida, como se Ele fosse desse ou daquele time. “Deixe Jesus fora disso”, solicitou.

Imagine que num jogo de futebol haja atletas evangélicos nos dois times em campo. Um deles faz um gol e oferece a Jesus. O outro time empata logo em seguida, com um gol de um jogador evangélico também, o qual, de igual, oferece a Jesus o seu gol. Afinal, Jesus está em qual dos times?

Esse me pareceu ser o raciocínio de Juca Kfouri.

Equívoco crasso.

Ao apontar os dedos para céu e pronunciar o nome de Jesus, o atleta cristão não está agradecendo a Jesus por ter dado a ele uma mãozinha ou creditando a Ele o mérito do feito. Ao agir assim o jogador está, isso sim, dedicando, oferecendo a Jesus, a glória do seu gol. Como se dissesse: “Senhor Jesus, eu te ofereço este resultado do meu esforço honesto e honrado no meu trabalho, é para Tua glória.”

Desta forma, não importa em que time está o jogador evangélico ou se há evangélicos nos dois times; pois acima e independente das bandeiras dos times, a glória é sempre oferecida a Jesus.

É assim que a Palavra de Deus aconselha: “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus.” (I Cor. 10.31 – RA). Tudo o que cristão faz deve ser dedicado para a glória de Deus.

Desta forma o entendimento de Kfouri foi uma bola fora…

Mas a atitude de Kaká e de outros servos de Deus, missionários nos campos de futebol, é um golaço!

Mas… um golaço para a glória o Pai.

Lécio Dornas

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Gol de Placa

gol

Esta não é uma expressão corriqueira, embora todos a conheçam bem.
Não é toda semana que a mídia pode reportar-se a um verdadeiro gol de placa.
Nome do passado como Garrincha, Pelé, Fio Maravilha, Jairzinho, Gerson, Zico; nomes do presente como Kaká, Ronaldinho, Robinho, Cleber e Ronaldo Fenômeno. Esses nomes são sinônimos de gol de placa.

Esta foi a semana de Nilmar, Internacional.
No jogo contra o Coríntians, Nilmar simplesmente fez uma obra de arte. Um primor. Um gol para ficar na história, um feito ímpar… Uma raridade… Um gol de placa!

Quando um gol foge ao comum, quando inova, surpreende, quando supera e arranca aplausos até do próprio adversário. Quando um gol privilegia a arte, aproxima o jogador do dançarino, realça sua criatividade e saliente sua imaginação, Então todos dizem: Foi um gol de placa!

Todos fazem gols… mas só alguns logram fazer um gol de placa!

Mas  existem também os gols de placa na vida.
Feitos que enobrecem os homens.
Ações que surpreendem pelo ineditismo, pelo imaginativo, pela relevância.

Gandhi marcou um desses, que implicou a libertação da Índia.
Martin Luther King Jr. Fez um golaço, semeou a igualdade racial na América do Norte. Mandela, Madre Tereza de Calcutá, Irmã Dulce… Essa gente foi sinônima de gol de placa na vida.

O maior de mais lindo de todos os gols de placa da história porém, não foi marcado pelo homem.
Convenhamos: Quando Deus enviou Jesus para morrer naquela cruz, com o propósito de perdoar e salvar o homem, ale Ele marcou o maior gol de placa da história. Indefensável ao inimigo, irrefutável ao mais arguto, irresistível ao mais insensível. Gol de placa, prova de amor!

Esse gol continua sendo marcado hoje! Quando um coração se rende, sem reservas ao amor do nosso Deus, os anjos celebram: Gol!!!

Deixe Deus marcar esse gol de placa na sua vida hoje!

Um abraço!

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olhar

UM ANO PARA OLHAR O CÉU!

Lécio Dornas*

O Brasil participou, de quinta-feira, 2 de Abril, até domingo, 5, das 100 Horas de Astronomia, o maior evento de divulgação astronômica de todos os tempos, que ocorrerá em mais de 130 países como parte do Ano Internacional das astronomia, comemorado em 2009.

O apelo da mídia durante aquela semana referiu-se ao dia 2 de Abril como o dia de olhar para o céu, mas esta é a ênfase de todo o ano de 2009. Naturalmente que é exatamente na observação do céu que a Astronomia encontra sua principal ocupação, portanto as 100 horas aludidas realçaram a importânia dessa milenar ciência.

Astronomia é, segundo The New Encyclopeadia Britanica, “…a  ciência que lida com a origem, evolução, composição, distância, e moção de todos os organismos e matéria dispersa no universo. Inclui a Astrofísica que discute as propriedades e a estrutura de toda matéria cósmica.”

Portanto, é sempre bom lembrar, a  Astronomia nunca pode ser confundida com Astrologia, que é a pseudociência que consiste de um sistema de tradições e crenças que afirmam que a posição aparente dos planetas, Sol, Lua, e outros corpos celestes, conforme vistos da Terra, influenciam a vida humana.”  ( Wikipédia ),

Porém, tanto a Astronomia quanto a Astrologia, estão com os olhos atentos no céu. Aquela com uma preocupação de natureza científica, esta, meramente expeculativa e ituitiva.

O olhar para o céu remonta os tempos de Abrãao. É muito interessante o texto de Gênesis 15: 5 “Então, conduziu-o até fora e disse: Olha para os céus e conta as estrelas, se é que o podes. E lhe disse: Será assim a tua posteridade.” ( RA ). O desafio de Deus para o patriarca não teve nenhuma conotação astrológica; parece ter sido totalmente de fundo astronômico. Abraão foi confrontado pelo próprio Criador com a realidade da imensidão do cosmos: Nem mesmo as estrelas podiam ser contadas o olho nu. Era o homem diante de sua primeira experiência de natureza astronômica. Instigante… o pai da fé num desafio científico.

O foco dessa experiência narrada no Gênesis era o desejo de Deus mostrar a Abraão, a dimensão de sua bênção e dos seus planos para ele. Como a quantidade das estrelas, a posteridade de Abraão seria imensurável. Olhar para o céu foi revelador! Vale a pena lembrar, neste contexto, Salmo 19:1 ” Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos.” ( RA ). É isso que a Teologia nomina como revelação geral. Afinal de contas, olhar para o céu é, acima de tudo, encontrar-se com o Deus que se revelou.

Um outro texto não menos revelador de Deus é o de Atos 1:10, 11 “E, estando eles com os olhos fitos no céu, enquanto Jesus subia, eis que dois varões vestidos de branco se puseram ao lado deles e lhes disseram: Varões galileus, por que estais olhando para as alturas? Esse Jesus que dentre vós foi asunto ao céu virá do modo como o vistes subir.” ( RA ).

Nessa passagem da ascensão de Jesus, os dois varões vestidos de branco, possivelmente anjos, mensageiros de Deus, indagaram os discípuolos o por que de estarem olhando para o Céu. Os olhos dos discípulos estavam fixos no céu, pois acompanhavam a asensão do Senhor até seu desaparecimento. Eles estavam olhando para o céu, porém sem qualquer preocupação de naturea astronômimca; olhavam Jesus…

Considerando que estava por findar-se o tempo da convivência terreal com o Senhor Jesus, dá para imaginarmos tanta coisa passando pela mente dos discípulos enquanto o olhavam ascendendo ao céu. Não observavam o firmamento, mas notavam que Jesus subia na direção do Pai. Era o cumprimento das palavras do próprio Jesus: “… e quando eu for…”. Esse olhar para cima dos discípulos de Jesus no revelou o início da expectativa cristã pela volta de Cristo, a qual coinscidirá com o tempo do julgamento final e inauguração da verdadeira vida, para os que crêem. Olhar para o céu é, portanto, deparar-se com a certeza do juízo de e da  eternidade com Deus.

Como o Gênesis registra o primeiro olhar do homem para o céu, o Apocalípse relata o derradeiro. “Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe..” (  Apocalípse 21:1 – RA  ), Agora, a contemplação do Apóstolpo João em Patmos, estrapola o céu, objeto de observação dos astrônomos, e alcança o novo céu. Era a inaugutação da metaastronomia, a visão do céu que está além do humanamente observável. É a revelação de Deus em seu clímax, o verdadeiro e literal apocalípse.

Esse olhar crepuscular para o céu, apontou para o ocaso da ciência, sua limitação, sua finitude. Por paradoxal que pareça, o que os astrônomos hoje chamam de infinito, e o fazem já por reconhecerem a grandiosidade do espaço observável; na verdade é apenas a parte ainda imperscrutável do finito. É na metahistória, na ambiência do kairós que está o verdadeiro infinito: Uma amplitude que se confunde com o próprio Deus. Por fim, então, o olhar para o céu será o vislumbrar, sem espelho e sem sombras, do próprio Criador.

Nesse tempo enfim, não serão apenas 100 horas, ou um ano… Tampouco,  Astronomia. Será, isto sim, a eternidade sem céu, sem astros e sem estrelas, sem calor e sem espaço cideral… A eternidade olhando Deus face a face. Porque, agora, vemos como em espelho, obscuramente; então, veremos face a face. Agora, conheço em parte; então, conhecerei como também sou conhecido.” ( I Coríntios 13:12 – RA ).

Na verdade, cada dia é dia de olhar para o céu! Todo dia podemos nos abrir um pouco mais para que Deus nos mostre quão grandes são os seus planos para nós; nos revele a dimensão da eternidade no Seu Reino e nos permita entender o valor de uma esperança imorredoura no novo céu e na nova terra.

Soli Deo Gloria!

______________________________________                                                                                                

* Lécio Dornas é o Pastor Sênior da Igreja Batista Dois de Julho, em Salvador – BA; 2º Vice-Presidenre da Ordem dos Pastores Batistas do Brasil; Docente Nacional Sênior e Credenciador de Docentes do Instituto Haggai do Brasil; membro da Diretoria Nacional da Sociedade Bíblica do Brasil e do Conselho de Planejamento e Coordenação da Convenção Batista Baiana.

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ouvir

“Mas quem me ouvir terá segurança, viverá tranqüilo

e não terá motivo para ter medo de nada.”
(Provérbios 1:33 – NTLH)

 

Uma vida segura, tranqüila e sem medo! Que mais alguém poderia desejar? De fato, nos dias instáveis, tumultuados e violentos em que vivemos, chega a ser utópico falar na possibilidade de uma vida longe destes infortúnios. Quer no contexto da nossa vida pessoal, familiar, profissional, ou ainda no âmbito dos nossos relacionamentos e influências, sonhamos mesmo por uma vida segura, tranqüila e sem medo.

Mas, poderá tornar-se real este anelo? Claro que sim! E glórias a Deus por isso! Se dermos atenção à voz do Senhor, se ouvirmos os Seus conselhos, se seguirmos Suas diretrizes, certamente teremos uma vida plena e abençoada. O segredo é ouvir o Senhor.

Pai, quero ouvir Tua voz, quero seguir-te e obedecer-te; quero viver-te. Ajuda-me em nome de Jesus. Amém.

L.D.

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